{"id":3223,"date":"2021-07-24T12:06:15","date_gmt":"2021-07-24T15:06:15","guid":{"rendered":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/?p=3223"},"modified":"2021-07-24T12:17:54","modified_gmt":"2021-07-24T15:17:54","slug":"post_07_cartadorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/post_07_cartadorio\/","title":{"rendered":"23.07.2021"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; specialty=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;POSTAGEM PADR\u00c3O IAB&#8221; _builder_version=&#8221;4.8.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; border_width_top=&#8221;2px&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CARTA-DO-RIO-2.png&#8221; title_text=&#8221;CARTA DO RIO (2)&#8221; 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class=\"_1mf _1mj\" data-offset-key=\"16u01-0-0\">\n<h3>27\u00ba CONGRESSO MUNDIAL DE ARQUITETOS \u2013 UIA2021RIO<\/h3>\n<h3><strong>CARTA DO RIO DE JANEIRO<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u201cTODOS OS MUNDOS, UM S\u00d3 MUNDO, ARQUITETURA-CIDADE 21\u201d<\/strong><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;TEXTO POST&#8221; _builder_version=&#8221;4.8.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;Arial||||||||&#8221;]<\/p>\n<p><em>Reunidos no 27\u00ba Congresso Mundial de Arquitetos UIA2021RIO para debater o futuro das cidades e a cidade do futuro, arquitetos, urbanistas, planejadores, paisagistas, entidades de arquitetura e urbanismo, professores, pesquisadores, estudantes, representantes da sociedade civil, pensadores da cidade e cidad\u00e3os apresentam suas propostas para construir um mundo justo, solid\u00e1rio, generoso, de natureza pujante e de cidades acolhedoras.<\/em><\/p>\n<p><em>No momento em que a degrada\u00e7\u00e3o do habitat e o desperd\u00edcio de recursos colocam em risco a humanidade, e a pandemia de COVID 19 amea\u00e7a concretamente a nossa exist\u00eancia, expressamos nosso pesar por todos os atingidos por essa trag\u00e9dia sanit\u00e1ria, em especial os que perderam a vida e seus familiares.<\/em><\/p>\n<p><em>A pandemia evidenciou, sobretudo, a rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia entre as dimens\u00f5es pol\u00edtica, econ\u00f4mica, social, cultural e ambiental na configura\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e das cidades e a urg\u00eancia de se promover pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas, para que da\u00ed emane a Cidade 21, atenta ao clima, aos bons espa\u00e7os, \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, \u00e0 dignidade da moradia e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das desigualdades.<\/em><\/p>\n<p><em>Conclamamos a todos aqueles que desejam fortalecer os la\u00e7os de cidadania que contribuam para construir cidades acolhedoras e saud\u00e1veis, onde povos e culturas diversas possam conviver em paz e em harmonia.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Considerando<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>que a pandemia de COVID 19 escancarou as fragilidades de milhares de cidades de todo mundo, em especial dos pa\u00edses pobres e em desenvolvimento;<\/em><\/p>\n<p><em>que a crescente hegemonia do capitalismo financeiro desfez a base do bem-estar social, como pol\u00edtica p\u00fablica vigente em in\u00fameros pa\u00edses, e seu car\u00e1ter autorit\u00e1rio e predat\u00f3rio tem preponderado sobre as formas de organiza\u00e7\u00e3o das sociedades, em especial das cidades;<\/em><\/p>\n<p><em>que rela\u00e7\u00f5es de trabalho e condi\u00e7\u00f5es de vida foram precarizados pela submiss\u00e3o dos meios cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos ao interesse das grandes corpora\u00e7\u00f5es na obten\u00e7\u00e3o de altos rendimentos, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o dos empregos e extin\u00e7\u00e3o de profiss\u00f5es;<\/em><\/p>\n<p><em>que as corpora\u00e7\u00f5es industriais e financeiras se tornaram hegem\u00f4nicas no desenvolvimento econ\u00f4mico mundial, subordinando o aparelho de Estado aos interesses das elites socioecon\u00f4micas, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de cidades segregadas e excludentes;<\/em><\/p>\n<div><em>que o modelo de urbaniza\u00e7\u00e3o extensiva, observado em v\u00e1rias cidades do mundo, resulta em assimetrias socioespaciais que se expressam, na maioria das vezes, no avan\u00e7o ilegal e predat\u00f3rio da ocupa\u00e7\u00e3o urbana sobre terras agricultur\u00e1veis, mananciais de \u00e1gua e \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental;<\/em><\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"2\" data-loaded=\"true\">\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que em escala global, a face mais perversa desse processo est\u00e1 na vulnerabilidade a que est\u00e3o sujeitas milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo que vivem em moradias prec\u00e1rias em \u00e1reas desprovidas de infraestrutura e sem a presen\u00e7a do Estado;<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que aos habitantes de ocupa\u00e7\u00f5es urbanas informais somam-se os milh\u00f5es de refugiados abrigados \u2212 quando o s\u00e3o \u2212 em cidades-acampamento, muitas vezes em condi\u00e7\u00f5es sub-humanas;<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que as cidades e o territ\u00f3rio atingiram tal desequil\u00edbrio, a ponto de a sobreviv\u00eancia humana se ver amea\u00e7ada pelo esgotamento de recursos vitais, pela falta de \u00e1gua pot\u00e1vel, pelos efeitos perversos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, degrada\u00e7\u00e3o dos ecossistemase problemas de sa\u00fade p\u00fablica;<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que o aumento da expectativa de vida, a redu\u00e7\u00e3o das taxas de natalidade, as mudan\u00e7as nos modos de produ\u00e7\u00e3o e consumo e nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho e conv\u00edvio exigem a ressignifica\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os da moradia e da cidadee da rela\u00e7\u00e3o da arquitetura com os aspectos primordiais da sa\u00fade p\u00fablica;<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que o racismo, a homofobia, a xenofobia e a misoginia s\u00e3o incompat\u00edveis com a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e com a constru\u00e7\u00e3o de cidades justas e saud\u00e1veis;<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que o esvaziamento do pensamento cr\u00edtico e do debate pol\u00edtico e a descren\u00e7a nos conhecimentos cient\u00edficos favorece a manipula\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, a desfigura\u00e7\u00e3o dos processos democr\u00e1ticos e o ressurgimento de regimes autocr\u00e1ticos;<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais que produzir\u00e3o as cidades do futuro;<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><em>que o arquiteto e urbanista, por sua forma\u00e7\u00e3o humanista, tem compromisso inerente com a coletividade, o respeito aos direitos dos cidad\u00e3os e \u00e0 democracia;<\/em><\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"2\" data-loaded=\"true\">\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>que a UIA, fundada ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, quando se fez necess\u00e1rio reunir esfor\u00e7os para reerguer cidades arruinadas, propugna a toler\u00e2ncia a um prop\u00f3sito comum que transcenda fronteiras, o progresso humano por meio do conhecimento, a valoriza\u00e7\u00e3o e o respeito pelas artes e ci\u00eancias, o desenvolvimento e o uso da tecnologia apropriada \u00e0s necessidades humanas.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em><strong>O 27\u00ba Congresso Mundial de Arquitetos -UIA2021RIO,<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>a partir das diretrizes emanadas pela ONU, a ONU-Habitat e a Unesco, expressas na Agenda 2030 e seus Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e na Nova Agenda Urbana, apresenta as \u201cPROPOSTAS PARA A CIDADE 21\u201d sistematizadas nas quatro linhas tem\u00e1ticas que nortearam a pauta dos seus debates:<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"3\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"canvasWrapper\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><strong><em>1.DIVERSIDADE E MISTURA<\/em><\/strong><\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>A cidade, entendida como l\u00f3cus do desenvolvimento econ\u00f4mico, social, cultural e pol\u00edtico, deve ser acolhedora para todos os cidad\u00e3os. Nesse contexto, a universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>1.1 \u00c9 necess\u00e1rio reconhecer que a cidade \u00e9 interdependente, \u00e9 receptiva e ativa, dos diversos fatores constituintes da vida em sociedade. N\u00e3o haver\u00e1 desenvolvimento sem cidades ajustadas \u00e0s exig\u00eancias contempor\u00e2neas.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>1.2 N\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 forma urbana, assim como n\u00e3o existe uma s\u00f3 cultura. \u00c9 preciso reconhecer as diversas formas de produ\u00e7\u00e3o das cidades, incluindo as favelas e periferias, e promover programas de adequa\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas \u00e0s exig\u00eancias de infraestrutura e de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>1.3 O Centro das cidades representa o territ\u00f3rio da cidadania, patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural da sociedade, s\u00edmbolo do espa\u00e7o democr\u00e1tico e lugar de express\u00e3o da diversidade. Os centros precisam ser permanentemente cuidados e valorizados, para evitar seu esvaziamento simb\u00f3lico, econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>1.4 As pol\u00edticas de desenvolvimento urbano sustent\u00e1vel e duradouro devem ser acess\u00edveis e atender as pessoas em suas peculiaridades, contradi\u00e7\u00f5es, interesses e necessidades, considerando as quest\u00f5es et\u00e1rias, raciais, socioambientais, culturais, de g\u00eanero, de conforto, bem-estar e trabalho na produ\u00e7\u00e3o do abrigo humano em suas diversas escalas.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"3\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"textLayer\"><em>1.5 \u00c9 urgente modificar as bases conceituais e pr\u00e1ticas do planejamento, do urbanismo e da arquitetura, de modo a abarcar a\u00e7\u00f5es e processos que respondam \u00e0s demandas dos grupos mais vulner\u00e1veis, integrando quest\u00f5es de renda, g\u00eanero e sexualidade, ra\u00e7a, das culturas tradicionais e dos imigrantes.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>1.6 As decis\u00f5es arquitet\u00f4nicas e urban\u00edsticas devem levar em conta estrat\u00e9gias de enfrentamento das desigualdades, de redu\u00e7\u00e3o da pobreza e do fortalecimento da gest\u00e3o democr\u00e1tica do territ\u00f3rio, dos processos de participa\u00e7\u00e3o popular e das a\u00e7\u00f5es que aprofundem a interdisciplinaridade e a intersetorialidade, dando voz \u00e0 pluralidade de realidades e \u00e0s diversidades sociais, \u00e9tnicas e de g\u00eanero.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>1.7 A licita\u00e7\u00e3o de obras p\u00fablicas a partir de projetos completos \u00e9 elemento fundamental para a qualidade da constru\u00e7\u00e3o, da infraestrutura e usufruto dos espa\u00e7os urbanos.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><strong><em>2.FRAGILIDADES E DESIGUALDADES<\/em><\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>A cidade contempor\u00e2nea deve ter como princ\u00edpio a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o urbano coletivo, planejado e administrado como fun\u00e7\u00e3o de Estado por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas democr\u00e1ticas e inclusivas, com foco no combate \u00e0s fragilidades e desigualdades socioespaciais.\u00a0<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"3\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"textLayer\"><em>2.1\u00a0 As crises ambientais e as emerg\u00eancias sanit\u00e1rias afetam desigualmente os territ\u00f3rios e as popula\u00e7\u00f5es, o que exige que as a\u00e7\u00f5es de planejamento priorizem territ\u00f3rios mais vulner\u00e1veis, fortalecendo a economia local, apoiando e valorizando as iniciativas de base comunit\u00e1ria.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>2.2\u00a0 \u00c9 preciso promover a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas integradas e democr\u00e1ticas que garantam o direito \u00e0 cidade a toda sociedade, valorizem o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural, reconhe\u00e7am as preexist\u00eancia se preservem o ambiente para gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>2.3\u00a0 Moradia digna e saud\u00e1vel e com localiza\u00e7\u00e3o adequada para todos, por meio do financiamento sujeito \u00e0s possibilidades das fam\u00edlias mais carentes, \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a social e de sa\u00fade p\u00fablica.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>2.4\u00a0 A universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos -de infraestrutura, de saneamento, de transporte e de seguran\u00e7a -\u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para a redu\u00e7\u00e3o das fragilidades e desigualdades da sociedade e para a promo\u00e7\u00e3o de cidades saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>2.5\u00a0 O conhecimento t\u00e9cnico dos arquitetos e urbanistas deve dialogar e compartilhar com o saber popular dos diversos agentes que atuam no territ\u00f3rio, levar em conta estrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o da pobreza e das iniquidades em sa\u00fade, o respeito aos direitos sociais e o fortalecimento da gest\u00e3o democr\u00e1tica, compartilhada e participativa.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>2.6\u00a0 A assist\u00eancia e assessoria t\u00e9cnica para habita\u00e7\u00e3o de interesse social deve ser considerada como um servi\u00e7o p\u00fablico, permanente e acess\u00edvel a toda sociedade, valorizando as possibilidades de articula\u00e7\u00e3o intersetorial e de atua\u00e7\u00e3o integral sobre os diversos aspectos da realidade.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>2.7\u00a0 O or\u00e7amento p\u00fablico em n\u00edvel global deve expressar o compromisso com o financiamento das pol\u00edticas p\u00fablicas na redu\u00e7\u00e3o das fragilidades e desigualdades e no combate \u00e0 pobreza. Devem ser privilegiados a parceria entre arquitetos e organiza\u00e7\u00f5es locais apoiados por fundos p\u00fablicos.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><strong><em>3.MUDAN\u00c7AS E EMERG\u00caNCIAS<\/em><\/strong><\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>A boa cidade \u00e9 aquela que tem como foco a condi\u00e7\u00e3o humana, o respeito ao meio ambiente, a valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural, hist\u00f3rico e cultural, e densidade demogr\u00e1fica coerente com a oferta e manuten\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>3.1 A cidade contempor\u00e2nea deve ser entendida como parceira do esfor\u00e7o mundial de aten\u00e7\u00e3o ao clima e ao planeta. \u00c9 necess\u00e1rio promover pol\u00edticas p\u00fablicas que evitem a expans\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o urbana, que ampliem a resili\u00eancia e a adaptabilidade do ambiente constru\u00eddo, que estimulem a mobilidade n\u00e3o poluidora, a recupera\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e a redu\u00e7\u00e3o dos efeitos adversos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, de forma harm\u00f4nica com os ciclos naturais de cada lugar.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>3.2 A promo\u00e7\u00e3o de \u201ccidades criativas e inteligentes\u201d deve aliar instrumentos urbanos \u00e0 tecnologia e \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos de modo equitativo e includente, revertendo a expans\u00e3o n\u00e3o planejada, a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente, os riscos e as desigualdades socioespaciais.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"5\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"textLayer\"><em>3.3 Os vazios urbanos da cidade consolidada devem ser ocupados por arquiteturas diversas que combinem adensamento, usos mistos, espa\u00e7os e servi\u00e7os p\u00fablicos, \u00e1reas verdes, novas tecnologias e diversidades social, econ\u00f4mica e cultural.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>3.4 O adensamento consciente de \u00e1reas infraestruturadas, sem comprometer a qualidade da textura urbana, \u00e9 um instrumento de inclus\u00e3o social, pois atende as necessidades habitacionais, oportuniza maior diversidade social e de uso se contribui para potencializar o espa\u00e7o p\u00fablico como lugar de intera\u00e7\u00e3o social.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>3.5 Arquitetos, urbanistas, governos, institui\u00e7\u00f5es e agentes sociais podem e devem atuar junto e de forma pactuada com as popula\u00e7\u00f5es locais no sentido de dotar moradias prec\u00e1rias de condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, de salubridade e de infraestrutura, reduzindo situa\u00e7\u00f5es de riscos e emerg\u00eancias sanit\u00e1rias.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>3.6 A Arquitetura deve ser provida a partir de materiais locais, evitando desperd\u00edcios de recursos, valorizando a qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra local, os saberes, os costumes , a cultura das comunidades e as diversidades de climas.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>3.7 Os determinantes socioambientais da sa\u00fade devem ser orientadores da formula\u00e7\u00e3o, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, considerando ampla perspectiva intersetorial e participativa. \u00a0<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><strong><em>4.TRANSITORIEDADE E FLUXOS<\/em><\/strong><\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>A cidade inclusiva e sustent\u00e1vel prov\u00ea espa\u00e7os e meios de deslocamentos eficientes e com qualidade para atender satisfatoriamenteas necessidades das pessoas, os fluxos de materiais e informa\u00e7\u00f5es que a contemporaneidade exige.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"5\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"textLayer\"><em>4.1 A mobilidade urbana deve ser tratada segundo as exig\u00eancias contempor\u00e2neas, tanto na dimens\u00e3o dos recursos ambientais como no atendimento \u00e0s necessidades das popula\u00e7\u00f5es em seus deslocamentos cotidianos.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>4.2 A multiplicidade de modos de transporte, com \u00eanfase no transporte p\u00fablico e nos meios de transporte ativos \u2013pedonal, bicicleta, entre outros, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o da mobilidade urbana, com vistas \u00e0 equidade social e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de cidades saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>4.3 O planejamento do uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo e da mobilidade devem ser instrumentos integrados para a promo\u00e7\u00e3o da justa distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios da urbaniza\u00e7\u00e3o e para o controle da expans\u00e3o urbana.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"textLayer\"><em>4.4 O pedestre \u00e9 o principal protagonista da cidade. Os espa\u00e7os dos fluxos devem ser desenhados como espa\u00e7os do cotidiano do pedestre e de inclus\u00e3o de pessoas com mobilidade reduzida, faixas et\u00e1rias e classes sociais distintas.<\/em><\/div>\n<div class=\"textLayer\">\n<p><em>4.5 Os espa\u00e7os de transi\u00e7\u00e3o devem ser planejados e projetados integrados \u00e0 paisagem urbana e cultural, ampliando o acesso \u00e0 cidade e aos seus equipamentos, sem priorizar solu\u00e7\u00f5es absolutas.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"6\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"canvasWrapper\"><em>4.6 O espa\u00e7o p\u00fablico \u00e9 o lugar do encontro, das pr\u00e1ticas de cidadania. O desenhourbano \u00e9 uma ferramenta n\u00e3o apenas para se construir o espa\u00e7o p\u00fablico, mas para pensar solu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e inclusivas.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><em>4.7 A Arquitetura e o Urbanismo s\u00e3o instrumentos para o acolhimento e o enfrentamento do fen\u00f4meno migrat\u00f3rio contempor\u00e2neo, colaborando para a inclus\u00e3o social, econ\u00f4mica e cultural das popula\u00e7\u00f5es migrantes e refugiadas.<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"6\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"canvasWrapper\"><strong><em>A Arquitetura e o Urbanismo t\u00eam um papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de cidades melhores, mais justas e equitativas. O projeto \u00e9 um instrumento essencial para contribuir com o adequado planejamento das cidades, materializar ideias, promover o debate e viabilizar transforma\u00e7\u00f5es.<\/em><\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"canvasWrapper\"><em><strong>Todos os mundos, um s\u00f3 mundo. Arquitetura e Cidade 21. Por um mundo melhor<\/strong>.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\n<div class=\"canvasWrapper\"><em>Comiss\u00e3o respons\u00e1vel:<\/em><\/div>\n<div class=\"canvasWrapper\"><em>Ang\u00e9lica Benatti Alvim, Elisabete Fran\u00e7a, Lu\u00edz Fernando Janot, Igor Vetyemy,<\/em><\/div>\n<div class=\"canvasWrapper\"><em>Maria Elisa Baptista, Nivaldo Andrade, S\u00e9rgio Ferraz Magalh\u00e3es<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><em>Assinam as Entidades:<\/em><\/div>\n<div class=\"page\" data-page-number=\"6\" data-loaded=\"true\">\n<div class=\"canvasWrapper\"><em>IAB; IAB-RJ;CAU-BR; CAU-RJ; FNA; ABEA; ASBEA; ABAP; FENEA;CEAU-RJ; ANPARQ;<\/em><\/div>\n<div class=\"canvasWrapper\"><em>ANPUR;<\/em><em>\u00a0ABDEH;<\/em><em>DOCOMOMOBrasil; FIOCRUZ; ICOMOS Brasil; C<\/em>IALP e FPAA.<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column_inner][\/et_pb_row_inner][\/et_pb_column][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Congresso Mundial de Arquitetos apresenta a \u201cCarta do Rio\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-3223","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-importantes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3223"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3231,"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3223\/revisions\/3231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/iabrj.habildesign.com.br\/site-antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}